sábado, 14 de abril de 2012

As viagens no tempo


A ciência estuda seriamente, há décadas, as viagens no tempo. Agora, o tema vem sendo revisitado, com base em ideias da informação quântica. No artigo de capa da CH de março, pesquisador discute a possibilidade de viajar no tempo sob esse novo enfoque.
Por: Ernesto F. Galvão

Cena de ‘The Time Machine’ (1960), filme de ficção científica dirigido por George Pal e baseado no livro homônimo de H. G. Wells. Embora seja estudada há décadas, a ideia de viajar no tempo ainda impõe muitos desafios à ciência.

De certa forma, somos todos viajantes no tempo. E isso se dá a um ritmo constante, de 60 segundos por minuto. Seguimos, assim, rumo ao futuro. Mas, agora, imagine, leitor, uma ‘mágica’ que fizesse o tempo passar mais lentamente para você que para o resto do universo. Sob o efeito desse, digamos, encanto, você veria tudo ao seu redor envelhecer em marcha acelerada, o que, efetivamente, o levaria mais rapidamente para o futuro.
Em 1905, o físico de origem alemã Albert Einstein descreveu, em sua teoria da relatividade restrita, como a natureza permite esse ‘passe de mágica’. Essa teoria de Einstein prevê que o tempo passa mais lentamente para quem é acelerado a altíssimas velocidades. Essa dilatação temporal tem sido rotineiramente observada.
Matéria na íntegra: link viagens no tempo
(revista ciência hoje)

Preâmbulo da Revolução Copernicana


Em 1512, muito antes de lançar a obra em que apresenta o sistema heliocêntrico, Nicolau Copérnico fez circular entre colegas um manuscrito em que apresentava a primeira descrição dessa nova teoria. A importância desse documento é lembrada na seção Memória da CH.
Por: Othon Winter
Detalhe de uma das folhas do manuscrito ‘Commentariolus’ depositada 
na biblioteca da Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo

O polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) frequentou várias universidades europeias, tendo estudado medicina, direito canônico e economia. Mas sua paixão era a astronomia. Na história da evolução do conhecimento científico, Copérnico tem lugar de destaque, graças à sua obra De revolutionibus orbium coelestium (As revoluções dos orbes celestes). Em contraposição ao sistema geocêntrico, então em vigor, De revolutionibus apresentou o sistema heliocêntrico, desencadeando a chamada revolução copernicana.

(revista ciência hoje)